novembro 30, 2003
O impressionante sentido de irresponsabilidade
Como sabemos uma das novas regras do Código de Estradas que
aliás já punia neste particular é a proibição da utilização do telemó-
vel em condução. Curiosamente tenho reparado nas minhas deslo-
cações em automóvel por diversos locais, à continua utilização por
parte de automobilistas, do dito telemóvel. Mas o que mais me sur-
preende é que este procedimento de manifesta irresponsabilidade
da parte dos automobilistas é utilizado com maior frequência pelos
chamados condutores profissionais. Não sei se quem me está a ler
se apercebe disso, mas eu tenho constatado que camionistas TIR e
os camiões que se encontram a operar em obras de beneficiação de
estradas, pontes ou simplesmente de apoio à construção civil é vê-los
agarrados ao telemóvel, a mandarem-se para cima de nós, sorrindo
como se ainda nos estivessem a gozar, porque ninguém de bom sen-
so, mesmo tendo prioridade numa qualquer redunda, ou cruzamento
se atreve a meter-se ou a não travar para não levar com um imbecil
desses, pois que para além dos prejuizos materiais correria o risco de
sair magoado. Infelizmente para as autoridades policiais não é fácil a
visualização de um condutor de um camião a falar ao telemóvel, uma
vez que as cabinas dos mesmos são altas e não é fácil detectá-los.
Publicado por rajodoas às 03:38 PM | Comentários (3)
No céu cinzento já pairam vampiros
Temos que evitar que eles comam tudo e não deixem nada. Para
isso é necessário mobilizar-mo-nos, para conseguir enxotar o
bando. Senão," não há nada p'ra ninguém". Mas afinal onde pára o
Mário Mata. Está na altura do seu reaparecimento para vestir uma
nova roupagem à sua canção, eu deixo-lhe aqui uma dica:
Certa vez um jornalista,
prometeu, não fêz a lista,
dos benefícios aos reformados.
Enganados, os coitados,
estão agora defraudados,
dos benefícios propalados.
E não há nada p'ra ninguém
Talvez o Palma apareça com o seu "deixa-me de rir" em versão
actualizada.
Publicado por rajodoas às 11:31 AM | Comentários (3)
novembro 29, 2003
Hoje é dia para reflectir
E na sequência do exemplo referido ontem no contributo anual só em
imposto sobre o combustível de € 897,84, façamos outro exercício.
Não faço a mínima ideia de quantos automóveis particulares circulam
ao nível do País. Mas vamos admitir que haja uns dois milhões, que
com certeza andaremos muito fora da realidade, porque é provável
que mais de 50% da população possua automóvel. Se desses 2 mi-
lhões houver 1,5 que tenha idêntica contribuição anual já repararam
bem nos milhões de euros de receitas fiscal só desta origem. Passe-
mos a outro exercício. Num agregado familiar em que por exemplo
o rendimento seja de € 1.500,00, em que já não havendo filhos para
sustentar, que o encargo com a amortização da habitação é € 299,28
a pagar mensalmente à instituição bancária, as despesas com água,
electricidade, gás, telefone e internet ronda os 149,64, com o trans-
porte € 126,00, nos bens alimentares de primeira necessidade, cêrca
de € 630,00, nos produtos de higiéne pessoal e de casa €139,66, já
repararam o que sobra para vestuário, calçado, medicamentos e
outros artigos necessário? Agora vejamos nas despesas indicadas
quanto contribuimos para a receita fiscal taxados nos produtos a 5%,
12% e 19%. Vamos admitir que, embora não seja essa a regra, por-
que existem produtos alimentares não reconhecidos como primeira
necessidade que são taxados a 12 e 19%, no valor indicado à taxa
de 5%, apurar o que liquidamos de IVA, que foram € 31,50. Nos pro-
dutos de higiene pessoal e casa com são taxados a 19%, o IVA liqui-
dado foi de 26,53. Nas despesas com electricidade gás etc. embora
as chamadas telefónicas sejam taxadas a 19%, vamos considerar os
5% sobre o valor acima apresentado e teremos liquidado € 7,48. Em
resumo, no universo das despesas apresentadas liquidamos mensal-
mente a favor do fisco € 65,51 de IVA. Multipliquemos isto por não
sei quantos agregados familiares que tenham em média o mesmo
rendimento e despesas mais ou menos idênticas e conclua-se quan-
tos milhões de euros não produz a mesma a favor dos cofres do Es-
tado.
Publicado por rajodoas às 12:20 PM | Comentários (2)
novembro 28, 2003
Curiosidades da receita fiscal
Contráriamente aquilo que ninguém se dispõe a fazer hoje resolvi,
analizar uma das fontes da receita fiscal do Estado. Assim, consul
tei o conta-quilometros do meu automóvel e verificando ter percor-
rido durante um ano cêrca de 16.000 Kms, com um consumo em
média aos 100 kms. de 9 lts. concluí ter abastecido cêrca de 1.800
litros de combustível. Face ao seu custo e ao valor do imposto que
cada litro tem de agravamento contribui de receita fiscal só neste
particular para a Finanças com 897,84. Ora lembrando-me de que
cada vez mais o dinheiro proveniente da receita fiscal é tão mal
administrado pelas empresas públicas com administrações a ganha-
rem chorudos ordenados, com o ministérios a estragarem dinheiro
em vencimentos principescos a pagar a assessores de coisa nenhu-
ma dá-me uma gana de quase deixar de ter automóvel. É que aque-
les que não o têm e ainda são muitos também usufruem do benefício
do imposto sobre os combustíveis através do seu passe social. Mas
a receita fiscal proveniente do automobislista não se fica por aqui.
Num automóvel utilitário entre IA e IVA o Estado arrecada à volta de
3.491,59 de receita. Num de gama média cêrca de 9.975,96 e num
de gama alta pode ir até aos 99.759,58. Isto só em termos do auto-
mobilista é uma verdadeira mina esta fonte de receita, que serve de
sustentáculo à TAP, à CP enfim essas empresas cujo resultado do
exercício de exploração é sempre negativo em muitos milhões.
Publicado por rajodoas às 09:13 PM | Comentários (0)
Estou surpreendido com a base de dados da DGCI
Francamente já me começa a irritar esta perseguição da DGCI pa-
ra com os contribuintes cumpridores. Referi aqui há tempos que
fora notificado a apresentar novo IRS, em virtude de as Finanças
terem detectado que o artigo que havia incluido no anexo respei-
tante a heranças não era coincidente com o que constava da comu-
nicação do cartório notarial onde tinha sido produzida a escritura da
venda do bem, mas que era óbvio que se tratava rigorosamente do
mesmo assunto e que me poderia ter sido evitada a maçada e o gas-
to nos novos impressos. Corrigido o erro que era insignificante voltei
a entregar o IRS de substituição do primeiro e passado cêrca de 15
dias recebo a comunicação que iria receber um extorno de € 1,15
devolução essa que ainda não ocorreu e como se compreenderá está
a causar um tremendo transtorno. Como se isto não basta-se hoje re-
cebo uma notificação das Finanças cujo assunto indicado é: Reforma
Sobre o Património - Entrega de participação de prédio arrendado".
O teor é o seguinte: Das bases de dados da DGCI consta que V. Exª.
recebeu rendas prediais no ano de 2001 e possui prédios urbanos.
Estou a pensar ir já às Finanças reclamá-los porque não tenho conhe-
cimento da sua existência. Então em que consiste a razão desta noti-
ficação. Àcêrca de uns 10 anos, em virtude de passar-mos a dispôr
da casa da porteira que é património do condomínio, resolvemos
alugá-la, por deliberação unânime em assembleia geral. Tendo pro-
cedido de forma a que pudessemos celebrar contrato de arrenda-
mento legal, o que aconteceu e foi logo registado na respectiva Re-
tição de Finanças é evidente que todos os anos, sempre que
preenchemos o IRS, incluimos o rendimento que cabe a cada um dos
condóminos, da receita proveniente da renda de casa da ex-porteira,
que por exemplo a minha parte do ano passado foi de € 195,00.
Sou portanto um co-proprietário da referida fracção, cujo rendimento
tem apenas por objectivo minimizar o custo da quota atribuída a cada
um dos condóminos. Logo espero, que não esteja aqui um rendimento
que justifique o lançamento de um imposto sobre um património irre-
levante. Ou será que estou enganado? E como irá ser em relação há
não existência na base de dados da DGCI, dos palacetes, das residên-
cias apalaçadas e todo esse manancial de moradias de luxo que se en-
contram arrendadas a pessoal de corpos diplomáticos, jogadores de
futebol estrangeiros e por aí. Como não existem dados, logo a base
não detecta os prevericadores, logo não recebem destas missivas que
nos provocam um prazer estonteante. E nos fazem logo desejar ter
sido iguais aqueles que não dão nunca deram nem darão nunca ele-
mentos para o enriquecimento da base de dados da DGCI.
Publicado por rajodoas às 07:33 PM | Comentários (2)
novembro 27, 2003
Jogo treino de fraco resultado
Foi o que aconteceu no confronto com os noruegueses. Estes que se
revelaram ao nível da equipa "B" do Benfica, acabaram no fundo por
conseguir evitar uma goleada, o que não aconteceria se jogassem
com o FCP, pois de certeza que a levariam. Se é certo que o Benfica
dominou o jogo, também o é, que não conseguiu dilatar o resultado.
O Chocota, deverá ter sido da parte dos colegas motivo de chacota,
pois a sua prestação foi francamente mediocre. E mantê-lo até ao
final do encontro pode ter tido um objectivo. O demonstrar aos
adeptos e a ele próprio que não tem lugar na equipa. O Tiago esteve
no seu melhor teve uma boa prestação e acabou por ser o autor dos
golos, que só pecaram por escassos, pelo que se compreendeu a sua
substituição, agora ter mantido o Chocota até ao final do jogo, foi um
erro de tática. Seja como fôr seguimos em frente.
Publicado por rajodoas às 10:06 PM | Comentários (1)
Flores
Umas Flores...
Publicado por rajodoas às 07:25 PM | Comentários (0)
Para quando o cumprimento da legislação
Já começa a vulgarizar-se o incumprimento da legislação que estabe-
lece a obrigatoriedade da instruções em português dos produtos im-
portados. Acontece normalmente com os de origem asiática que pro-
vávelmente entram pela chamada porta do cavalo. Claro que esta
violação acontece porque as entidades fiscalizadoras o consentem.
Hoje, tendo-me deslocado a um estabelecimento da especialidade
que comercializa produtos para aquários, adquiri entre outros, massas
filtrantes destinadas ao aparelho de filtragem de origem alemã, qual
não é o meu espanto ao abrir uma das embalagens, verificar que
também vinha uma amostra de um produto que seria suposto dever
ser também usado na operação que iria efectuar, mas que apenas
trazia instruções em alemão. Causou-me irritação e soltei, estes sa-
canas vendem um produto que nem sequer é barato em Portugal
tão pouco se dignaram mandar traduzir as instruções para portu-
guês. Ou seja, servimos para lhes consumir os produtos mas se qui-
sermos saber como aplicá-lo o problema é nosso que resolvamos.
Situações desta acontecem no dia a dia dos portugueses e não adi-
anta queixarmo-nos que o resultado é o mesmo e vão continuar a
registar-se.
Publicado por rajodoas às 07:02 PM | Comentários (2)
novembro 26, 2003
Duplo confronto
Pelos vistos temos a nossa Ministra das Finanças confrontada com
dois PEC. O Pacto de Estabilidade e Crescimento e o Pagamento
Especial por Conta. Quanto ao êxito do primeiro tudo aponta segun-
do as previsões que vai transpor a fasquia dos 3%, independente-
mente de toda a chamada engenharia financeira a que recorreu. No
tocante ao segundo PEC, tudo aponta face à contestação dos visados
pelo mesmo, que não irá ter também qualquer êxito. Posto isto, só
nos resta desejar que a referida senhora se dedique a uma outra
actividade de preferência não política porque nesta demonstrou uma
total falta de vocação para este tipo de actividade.
Publicado por rajodoas às 10:22 PM | Comentários (1)
Seria bom mas não se concretizou
Como já era aliás de esperar o campeonato do mundo de desportos
náuticos foi para Espanha. O que nos ocorre perguntar que destino
afinal vai ser dado à "Docapesca", uma vez que o local já não vai
ter a finalidade que incialmente se previa. Estamos cientes que a
decisão é irreversível e mesma sem a realização do tal campeonato
o local destina-se à construção de um empreendimento habitacional
de luxo, para aproveitarem a infra-estrutura viária que recentemen-
te foi concluída. Como entretanto a debanda dos operadores que ali
estavam instalados já se iniciou, neste momento é mais que certo
que os grupos económicos vocacionados para a edificação de condo-
mínios de luxo, estarão já a pensar arrancarem com os seus projectos
isto porque interessados não faltam neste tipo de habitação. As esta-
tísticas imobiliárias, apontam nesse sentido, vendem-se mais fácil e
rapidamente apartamentos de luxo em condomínios fechados do que
qualquer outro tipo de habitação de valores mais baixos. Mas existe
uma explicação. Certas classes sociais de maiores recursos financei-
ros, estão a optar pela compra de apartamentos nesses condomínios,
pela simples razão de se isolarem das classes mais desfavorecidas.
Publicado por rajodoas às 06:49 PM | Comentários (2)
novembro 25, 2003
Ter filhos assim é melhor não os ter
Hoje foi-me contado um episódio familiar que produziu em mim esta
reacção. Olhe para ter filhos assim é preferível não os ter. Resume-se
a isto. A pessoa que me contou recolheu a sua irmã em sua casa visto
esta estar com vários problemas de saúde sendo o mais grave o psi-
quíco e começo já a compreendê-lo. Ela é professora do ensino secun-
dário e tem dois filhos adultos que os educou sem ajuda, porque se di-
vorciou logo após os nascimento dos mesmos. Ou seja, deu-lhes com
toda a dificuldade resultante de um só vencimento, uma formação
académica superior, encontrando-se ambos os filhos a disfrutar de uma
situação económica confortável, assegurada pelos empregos que detêm.
Qual não é o espanto da tia aquela que acolheu a mãe, ao saber hoje
que o sobrinho vai-se casar próximamente e não só não convida a mãe
como tão pouco sequer lhe participa o facto. A tia com indignação retor-
quiu, mas és capaz de fazer uma coisa dessas à tua mãe? Resposta ime-
diata, é que sabe vai ser uma celebração muito restrita. Conclusão. Por
vezes atribui-se como causa para determinadas atitudes ocorridas na
sociedade, o facto de as pessoas não possuirem qualquer formação aca-
démica e por conseguinte esses mesmos procedimentos incorrectos, são
uma caracteristica dos iletrados. Pelos vistos nada mais errado. Os senti-
mentos e a formação moral das pessoas não é, nunca foi, nem será um
exclusivo dos detentores de formação académica superior.
Publicado por rajodoas às 09:49 PM | Comentários (1)
novembro 24, 2003
Será que se zangaram as comadres
Pelas declarações do demissionário engº. Leal Martins, das duas
uma, ou elas são resultantes da chamada zanga de comadres e
agora vão-se descobrir as verdades ou pura e simplesmente pode
tratar-se de uma vingançazinha. Estou em crer que é possível não
serem as declarações acusatórias do engº. Leal, tão infundadas co-
mo se vai tentar fazer crer. De resto aquilo que ele referiu no tocan-
te aos procedimentos políticos no desvio de verbas eu acredito que
seja verdade porque o executivo já mais que uma vez utilizou esse
recurso a estes expedientes para tentar equilibrar o orçamento. Por
isso o desvio de verbas para outros destinos nomeadamente para
fazer face ao défice da RTP, não me surpreende que seja verdade.
Ficamos com tudo isto também com a certeza de que o titular da
pasta da administração interna, fica com mais uma nódoa no seu
curriculum, este já de si, cheios delas.
Publicado por rajodoas às 09:31 PM | Comentários (0)
Os homens monstros
Estamos a ser bombardeados com a notícia de que neste cantinho
à beira-mar plantado existem homens monstros que estão a elimi-
manar fisicamente 5 mulheres por mês. Isto parece ser o objectivo
da notícia. Aumentar a apetência das mulheres pelo lesbianismo.Mas
não quero acreditar que se queira incutir nas mulheres a ideia do
odioso pelos homens, só porque na sua espécie existem alguns em
que a irracionalidade se sobrepõem à humana. Também não se
deve correr o risco de se assumir a defesa cega da mulher só por-
que o homem assume o papel de agressor. Temos a consciência que
tal, como existem homens, há mulheres que são absolutamente insu-
portáveis e por vezes numa relação conjugal não é fácil separar uma
discussão acessa de uma atitude irracional. Por vezes as mulheres
agridem verbalmente com muito mais violência que própriamente a
a resposta que encontram na agressão física. Neste momento quem
eventualmente me esteja a ler já está a ajuizar "olha este tipo é dos
tais". Não sou e sinto-me até envergonhado por poder ser confundido
com esses cobardes que às vezes por falta de argumentos, recorrem
à agressão das suas esposas e até as tornam extensivas aos filhos
quando estes intervêem em defesa das mães. Não há razão nenhuma
que justifique que um homem agrida fisicamente uma mulher, mas o
inverso também não é admissível e ao que sabemos de relatos ante-
riores existem situações em que são as mulheres que maltratam fisi-
camente os seus homens, muito embora tal aconteça em número me-
nor. Mas atingir-se a bestialidade de utilizar uma violência fisica tão
forte que culmina na eliminação fisica da mulher é absolutamente in-
qualificável e deve ser punido exemplarmente.
Publicado por rajodoas às 09:16 PM | Comentários (2)
Comportamentos de alguns automobilistas e motociclistas
Têm sido revelados números de mortes resultantes de acidentes de
viação que nos devem causar a todos muita apreensão. Sim porque
não sabemos quando nos toca a nós. Comigo por exemplo aconteceu
esta situação que nem quiz acreditar. Tinha o meu automóvel esta-
cionado num parque existente defronte do local onde trabalho quan-
do por volta da 17H00 oiço um estrondo que me faz olhar por uma
das janelas do meu gabinete. Qual não é o meu espanto quando vejo
um motociclo enfaixado no meu carro. Corri logo para me inteirar da
situação e deparo com um estrago material bastante significativo, ten-
do ainda a calma suficiente para indagar junto do motociclista se esta-
va bem e queria que chama-se a ambulância. Respondeu não ser ne-
cessário estava apenas com algumas dores. Ao fim de uma hora e tal
e com a intervenção policial chamada para o efeito resolveu-se o pro-
blema. Mas o objectivo deste post não é o caso pessoal mas a aborda-
gem de razões que estão por detrás deste registo de mortes resultan-
tes dos acidentes. Nos últimos dias como nos lembramos fomos fusti-
gados com fortes ventos e chuva. Vamos dando conta que há automo-
bilistas que têm por hábito conduzir muito encima do veiculo que circu-
la à sua frente não existindo nalguns casos sequer meio metro de dis-
tância entre os dois veiculos. Ora se em piso sêco o veiculo da fren-
te por qualquer razão trava é evidende que aquele que circula logo
atrás não têm hipotese de evitar a colisão. Mas o que me surpreende
é que esse mesmo tipo de automobilistas tem o mesmo comportamen-
to em piso molhado para além de circularem em auto-estrada e vias
rápidas com as mesmas velocidades que normalmente utilizam com
os pavimentos secos. Resultado, uma travagem a 120 hms/hora num
piso molhado tem como consequência inevitável a colisão porque a
viatura precisa quase o dobro da distância para se imobilizar. E a ra-
zão que motivou nestes últimos dias toda esta mortandade na estra-
da não foi outra se não a imprevidência dos respectivos condutores.
Mas quanto a nós o mais grave não é só o comportamento irrespon-
sável de alguns automobilistas é sim o resultado que na maioria das
vezes representa para aqueles que sendo cautelosos, são vitimados
por eles. E não vale a pena como se tem ouvido tentar arranjar justi-
ficações para defender certos comportamentos. Está provado que na
maioria dos acidentes com vitimas mortais são ocasionados pelos
condutores e não por quaisquer outras razões, embora tenhamos a
consciência de que eles existem.
Publicado por rajodoas às 07:11 PM | Comentários (1)
novembro 23, 2003
Intenções de alargamento da idade de reforma
Recentemente o ministro Bagão Félix, anunciou ser sua intenção alar-
gar a idade da reforma, com vista a rentabilizar o fundo de pensões
que como é sabido tem últimamente levado violentos rombos e se
encontrada quase descapitalizado. Temos todos consciência disso e
pessoalmente interrogo-me que garantia terão as gerações jovens
trabalhadoras de que, quando chegar a sua vez de atingirem a idade
da reforma, exista o fundo de pensões através do qual eles usufruam
da pensão a que naquela altura tenham direito. Também me causa
preocupação, não só pelos meus mas também por todos aqueles que
agora são o garante da manutenção do fundo de pensões, com o des-
conto mensal que é produzido nos seus ordenados. Mas voltando ao
anúncio da intenção do ministro titular da pasta do Ministério do Traba-
lho e da Solidariedade, em prolongar a idade da reforma, julgo que se
trata de uma medida errada e lesiva sobretudo do direito dos trabalha-
dores e passo a explicar:
Em matéria laborar, como é sabido, existem trabalhos mais desgastan-
tes que outros. Salvo raras excepções, como por exemplo a profissão
de mineiro que é considerada de desgaste rápido, outras há em que
não sendo tão desgastantes, também não deixam de provocar nas
pessoas que as exercem problemas de outro tipo, como sendo os ope-
rários fabris, os metarlúrgicos, os empregados da industria hoteleira
e afins etc., que durante a execução das suas tarefas estão quase sem-
pre em pé, fazem esforços fisícos com alguma violência etc.. Como é
possível exigir-se a um desses profissionais que quando chega aos 60
anos de idade, já está por vezes cheio de problemas de saúde, que
tenha de esperar não sei quantos anos mais para que tenha direito à
sua reforma. E a entidade patronal, que ganha com isso? O senhor Mi-
nistro está-se a esquecer que um indivíduo que trabalha por exemplo
numa cozinha de um qualquer refeitório de confecção de refeições em
número significativo, consiga reunir mais forças para a partir dos 60
anos, continuar a dar a mesma resposta satisfatória que seja no de-
sempenho da sua função. É evidente que não. Portanto antes de por
em prática as suas intenções primeiro estabeleça com rigor uma tabe-
la para as profissões de maior desgaste profissional, depois recolha a
opinião das entidades patronais sobre o assunto e concluirá que a sua
ideia não é solução. Tente outra.
Publicado por rajodoas às 01:23 PM | Comentários (2)
Admiração por tanta incompreensão
Os funcionários públicos com quem por vezes troco impressões fi-
cam admirados, por encontrarem no público que atendem nas
suas repartições, pessoas com uma intolerância para com eles, in-
compreensível do seu ponto de vista. Pelo que me vou apercebendo
quando tenho de tratar de algum assunto numa qualquer repartição,
constato que efectivamente a má impressão quase generalizada que
o público tem para com os funcionários, não é de todo injustificada e
para a qual são os próprios a contribuir e nada fazem para melhorar
a sua imagem. Se não vejamos:
A quem ainda se não deparou numa ida a um cartório notarial, verifi-
car que numa sala onde existam 5 ou 6 secretárias, apenas está um
funcionário a atender ao balcão, outro numa secretaria e as restantes
e as restantes vazias.
Idêntico cenário numa conservatória de registo predial, ou numa re-
partição de finanças enfim numa série de serviços. As secretarias va-
zias significam que pertencem a um funcionário que foi tomar a bica,
fumar um cigarro foi satisfazer ao WC uma necessidade fisiológica ou
foi a outra secção contar a um colega um episódio da sua vida particu-
lar ocorrida no dia anterior. Isto para não falar numa ou mais ausên-
cias por baixa médica, que haja em vista, o sector da administração
pública é dos que apresenta uma taxa de absentismo muito elevada.
Resultado, formação de filas enormes nas repartições públicas para
por vezes conseguir-se obter uma simples informação. Sim porque se
fôr para tratar de um qualquer assunto a morosidade acresce. E quem
não se confrontou já com situações do tipo "olhe desculpe "não está
aqui ninguém para atender o senhor ou a senhora não me pode dar
uma informação? Resposta imediata. Isso não é comigo tem de
aguardar a colega que está no atendimento. Entretato a espera con-
tinua e vamos assistindo à conversa entre a pessoa que abordamos e
outra colega sobre como foi passado o seu fim-de-semana etc., etc..
É certo que há uns anos atrás foi instituída a obrigatoriedade do livro
de reclamações, nas repartições públicas. Provávelmente volvidos todos
estes anos ainda nenhum terá chegado à última página, o que também
é natural. Os portugueses acabaram no fundo, por se habituar ao mau
funcionamento dos serviços públicos e como também não tiveram mui-
ta certeza na eficácia do resultado das reclamações exaradas no livro
porque infelizmente as coisas não têm melhorado nada, antes pelo con-
trário têm piorado, o que querem é ver-se livres do local o mais
depressa que lhes fôr possível e voltar lá tão cedo.
Publicado por rajodoas às 11:12 AM | Comentários (3)
novembro 22, 2003
Palpites de um juiz
Segundo o Público o juiz Teixeira em entrevista concedida à RR e ao
referido jornal a publicar amanhã e a ser também transmitida por
esta estação de rádio, é de opinião que a PJ deve deixar a alçada
política e passar para a do MP. Como qualquer outro cidadão tem o
senhor juiz direito a emitir a sua opinião e ainda mais, porque, por
força do processo Casa Pia se mediatizou. No entanto temos todos
consciência de que não é, nem nunca será, pelo seu palpite que a
PJ passará para alçada do MP. O forum de resolução dessa vontade
provávelmente até nem partilhará de a sua opinião. Se a sua von-
tade se concretizasse, quem é que garantia a isenção do MP face à
actuação da PJ? É que às vezes a simples mudança das moscas não
é suficiente para que as coisas melhorem.
Publicado por rajodoas às 10:33 PM | Comentários (0)
Porque hoje é sábado é dia de reflexão
Examinando os acontecimentos da semana comecemos por:
O orçamento para 2004, que como já era de prever foi aprovado
por maioria, gostei do ênfase com que foi noticiado, se alguma vez
outra decisão poderia ser tomada no actual quadro político. São
as vicissitudes das maiorias absolutas. Como era de calcular os par-
tidos da coligação, continuam a vislumbrar neste conjunto de medi-
das económicas, a solução dos problemas do País. Coisa que óbvia-
mente os partidos da oposição que votaram contra, não conseguem
descortinar, na apreciação do mesmo. Mas contra factos não há ar-
gumentos, pese embora os haja, por parte de observadores atentos
à governação, que a sua escolha não é a melhor. E como as suges-
tões, vindas de outros quadrantes não serve sequer para nelas re-
fletirem, está aprovado, publique-se.
Como habitualmente não sintonizo a TVI, esta semana, espreitei os
seus noticiários e pareceu-me que se confirmaram as minhas sus-
peitas àcêrca da dispensa de comentador Miguel Sousa Tavares.
Já calculava que isso pudesse acontecer. Só que me fica a dúvida se
foi ele que se foi embora para não continuar a ter de aturar a MMG,
naquilo que mais a caracteriza e que me dispenso comentar ou foi
o marido da senhora que resolveu prescindir da sua colaboração.
Está decidido, publique-se, informando o interessado.
Relativamente às vitimas dos incêndios florestais continuamos sem
saber se as mesmas têm sido ressarcidas dos prejuizos causados e
se essa falta de informação prende-se com o facto de este outuno
estar a ser particularmente pluvioso e isso contribui para que se la-
ve da memória dos responsáveis, essa preocupação. O assunto está
ainda em fase de apuramento dos prejuizos pelas comissões nomea-
das para o efeito e como se sabe estas coisas levam o seu tempo a
concluir. Defiro a prorrogação do prazo solicitado para apresentação
do relatório final, comunique-se às partes interessadas.
E assim vai continuando este País, parado, sem perspectivas de sair
da tão propalada crise lançada por este executivo e em que os portu-
gueses se vêm envolvidos num cinzentismo que jamais se viram em
momento algum. Bom fim-de-semana e boas reflexões.
Publicado por rajodoas às 11:27 AM | Comentários (1)
novembro 21, 2003
O perigo da americanização
Até há bem pouco tempo éramos confrontados com o slogan do peri-
go da expansão comunista, realidade que não se confirmou. Temos
consciência que nem isso aconteceu, como pelo contrário desmoro-
nou-se esse regime então imposto em vários paises e que hoje só
é apenas mantido naqueles cujas ditaduras, não permitem a mínima
contestação e veleidade por parte de nenhum cidadão. Libertados
que fomos desse fantasma, julgo que estamos agora a confrontar-
mo-nos com o da americanização. As provas e os resultados estão
à vista. Os mais recentes, Afeganistão e Iraque. Mas os focos de
guerra latente em outros países nomeadamente no Continente Afri-
cano, patrocinados pelos americanos, nos quais morrem diáriamente
imensas pessoas e outras há que ficam estropiadas, começam a inci-
tar os povos a alguma insurreição, através de manifestações que
acabam por vitimizar alguns dos participantes. Sente-se uma certa
intolerância por parte de um número significativo de pessoas que co-
meçam a discordar da política externa dos EUA, no que toca à sua in-
tromissão, directa ou indirectamente nos poderes instituídos nalguns
países. No entanto também verificamos que está a aumentar o núme-
ro daqueles que apoiam esta política à revelia das deliberações da
ONU e com a complacência de alguns membros desta organização co-
mo é o caso de Portugal. Até quando iremos suportar estas contínuas
ingerências dos EUA, nos poderes instituidos noutros países, em que
inclusivamente mantêm ocupação militar.
Publicado por rajodoas às 11:18 PM | Comentários (0)
Monumento ao automobilista
Para quando um monumento aos mártires automobilistas, que julgo
nenhuma autarquia se ter lembrado mandar erguer e que julgo jus-
tificar-se, pelas rezões que passo a enumerar;
1º. - Quando se candidatam à obtenção da carta de condução,
ficam mal habilitados pelas respectivas escolas;
2º. - Se têm possibilidades de adquirir um automóvel novo, le-
vam logo com o Imposto Automóvel , cujo valor não é pra-
ticado em mais nenhuma parte do Mundo. Não tendo dispo-
nibilidades e se optam por adquirir um usado, correm sem-
pre o risco de enfiarem o barrete;
3º. - Se a escolha recair num veiculo de fraca qualidade, após
terminado o prazo de garantia, gasta enormes verbas em
reparações oficinais;
4º. - Independentemente da obrigatoriedade do seguro, tem que
pagar o imposto municipal de circulação;
5º. - Cada vez que encosta numa bomba de combustível deixa lá
cêrca de 50 cêntimos em cada litro, só de imposto;
6º. - Quando utilizador de auto-estradas paga as portagens que o
concessionário fixou e em contrapartida por vezes é confron-
tado no trajecto que percorre com filas de transito, algumas
das quais por motivo de obras de beneficiação;
7º.- Nas entradas das grandes urbes é quase sempre confrontado
com enormes filas de transito nas quais perde imenso tempo;
8º. - Se pretende estacionar numa localidade, não tem habitual-
mente hipótese de o fazer num parque gratuito, pelo que tem
de se sujeitar ao pagamento do estacionamento e nalguns
casos com a agravante de não poder exceder o tempo que
está determinado;
9º.- Se consegue arranjar local para estacionar, sem parquíme-
tros logo lhe aparece um toxicodependente a exigir uma
moeda;
10º.- Se parqueia em zonas frequentadas por energúmenos, sujei-
ta-se a num qualquer dia verificar que a sua viatura foi van-
dalizada;
11º.- Se circula em estrada ou auto-estrada com traçados mal con-
cebidos, sujeita-se a sofrer um acidente de viação, que pode-
rá implicar até a sua morte;
12º.- Se utiliza outras vias corre o mesmo risco, por falta de manu-
tenção das mesmas ou por deficiente sinalização.
Perante o enunciado, ao qual provávelmente poder-se-iam
juntar, muitas outras razões, perguntamos. Não será altura de se edi-
ficar uma estátua em homenagem ao automobilista?
Publicado por rajodoas às 07:06 PM | Comentários (2)
novembro 20, 2003
Afinal é desta forma que a Brisa se lança noutros empreendimentos
Julgo ter sido ontem ou anteontem que se ouviu o anúncio de que
a Brisa seria um dos candidatos interessados no TGV. Hoje face
ao anúncio do aumento das portagens já percebi porquê. Aumenta
ainda mais os lucros e já se permite investir num empreendimento
de alto custo à custa dos automobilistas. Mas acho que chega e nós
automobilistas não vamos tolerar. Ou seja está na hora de nos mo-
bilizar-mos e não só não consentir neste brutal aumento como nem
sequer permitir seja que aumento fôr. Para tal só temos que nos
juntar numa única só voz e se preciso fôr, marcarmos um dia, se
insistirem em levar por diante este aumento, ou qualquer outro e
assumirmos um atitude de desobediência civil. Ou seja combinar-
mos no dia em que forem fixados os aumentos utilizar-mos as auto-
-estradas não pagando aos portageiros e entregando-lhes um ma-
nifesto de protesto. Se todos assim procederem nada acontecerá
e a Brisa será obrigada a retroceder nos seus objectivos. Já basta
de nos andarem em entrar no bolso todos os dias. Já não bastava
irmos pagar nos combustíveis o imposto florestal como ainda ser-
mos penalizados com o aumento de custos de auto-estrada, para
proporcionar ao concessionário outros investimentos e pagamentos
de salários principescos à sua administração.
Publicado por rajodoas às 08:57 PM | Comentários (5)
O Inverno está próximo
Mas não sendo metereologista nem sequer com eles ter oportunidade
de conversar por não conhecer nenhum pessoalmente, não deixo de
notar que a variação das temperaturas registadas no outono deste
ano comparativamente com as do ano transacto, permite concluir que
de facto a temperatura está a subir a um ritmo superior aquele que os
cientistas previram. Todos temos consciência que o fenómeno é origi-
nado pela camada de ozono que provoca o efeito estufa, originando
a transformação das condições climatéricas do nosso planeta. O
inverno está à porta e já se registam surtos de gripe e constipações
em larga faixa de população. Como será depois no inverno? Que epi-
demias trará o mesmo? Estamos todos a estragar o mundo em que
vivemos num total desrespeito pelas gerações vindouras. Que quali-
dade de vida irão ter os nossos netos quando nascerem a crescerem
a respirar um ar cada vez mais impuro? Certamente que nos irão cul-
par e com toda a razão. Não temos sido cuidadosos, por razões de
comodismo, não nos mobilizamos para impedir que as grandes em-
presas poluidoras da atmosfera continuem a laborar sem respeitarem
mínimamente as regras impostas para protecção do meio ambiente.
Continuamos a deixar que os paises mais desenvolvidos nos estra-
guem o meio ambiente em que vivemos em suma não reagimos, dei-
xamos andar.
Publicado por rajodoas às 07:51 PM | Comentários (1)
O reconhecimento da obsessão
Hoje foi noticiado logo pela manhã que a titular da pasta das finanças
reconhce estar demasiado obsecada com o défice. Aqui está o primei-
ro sintoma de que a adopção da sua política não foi a mais correcta.
Mas ainda havemos de a ouvir, reconhecer o erro total em que se
transformou toda a sua política económica posta em pratica neste País.
Depois estarei atento à reacção dos convictos apoiantes desta política,
no tocante ao falhanço governamental destas medidas. Se vão conse-
guir trazer ao nosso conhecimento as suas sábias teorias económicas
sacadas de um qualquer manual de economia, cuja aplicação na nossa
realidade se traduz em falhanço. De resto na minha modesta opinião
refiro o que acontece quando grandes empresas privadas, pretendem
expandir os seus negócios e o capital social é curto. Lançam no merca-
do accionista as suas acções, tantas quanto o capital necessário para o
investimento para cumprirem os seus objectivos. E aquelas que inspi-
ram confiança nos investidores rapidamente conseguem que esses tí-
tulos depressa de esgotem. Ora no caso do Estado, sempre existiu e
continuará a existir a possibilidade de emissão de títulos de tesouro que
constituem uma excelente alternativa e desperta interesse nos aforra-
dores. Não teria sido mais inteligente da parte deste executivo em vez
de travar o crescimento do País, aumentá-lo utilizando esse mecanismo
que óbviamente iria gerar mais receita fiscal, através do aumento do
emprego. Não sendo sequer uma ideia genial de um qualquer economis-
ta, evitaria este estrangulamento que está a revelar-se pernicioso para
o País.
Publicado por rajodoas às 07:01 PM | Comentários (2)
novembro 19, 2003
Hoje convenceram
O resultado poderia ter sido mais expressivo não fora uma ou outra
falha de concretização. Seja como fôr os nossos jogadores hoje
demonstraram que quando querem sabem tirar partido de todas as
suas potencialidades e os resultados aparecem mesmo com equipas
mais fracas. O que prova que das outras vezes só têm que se quei-
xar de si próprios. Não vale a pena vitimizarem-se. Como se provou
o público, tanto sabe apupar como acarinhar, aplaudir, incentivar.
Assim apareçam os resultados que a malta está lá para gritar bem
alto "Viva Portugal" e aplaudir de pé as boas jogadas que culminam
em golos. Não admira pois, quando tal não acontece, independente-
mente do valor do adversário, os ânimos azedam-se e em vez dos
aplausos surgem assobios. Parabéns pois, pelo desempenho, visto
o nosso papel também não se limitar a mal dizer.
Publicado por rajodoas às 11:48 PM | Comentários (1)
Barnabé diferente dos outros
É evidente que não tenho a pretensão de ter descoberto a razão
do porquê que o Barnabé é diferente dos outros. Mas a prova
está bem patente no lugar que ocupa no podium e com uma
larga margem de vantagem em relação ao segundo posicionado
nas visitas diárias na blogosfera. Possivelmente desperta a todos
os outros diáriamente interesse nas questões que levanta gerando
controvérsia com alguns parceiros bloguistas, o que não deixa de
ser salutar. Mas para mim o fundamental é sobretudo fazerem
com que muitos outros o referenciem promovendo assim a sua
existência e motivando óbviamente a sua visita o que acaba por
aumentar o seu número. É evidente que deverá ser gratificante
para os seus colaboradores sentirem que provocam interesse em
quem os visita, de contrário, o seu posicionamento sofreria grandes
flutuações. Por tudo isso, só me resta felicitá-los, desejando que
continuem a postar como o têm feito desde que por aqui ando im-
pondo-me uma visita obrigatória, diáriamente.
Publicado por rajodoas às 07:36 PM | Comentários (2)
Será que vamos ter clínicos em formato de "aviário"
Como é sabido hoje em dia consumimos, frangos, cordonizes, patos
e perús de aviário, tudo isso produzido em grande número e com
um desenvolvimento tão rápido, que se torna um contributo para a
melhoria do nosso estado de saúde, face à componente hormonal
que entra na sua cadeia alimentar. Deixando a introdução passemos
ao assunto. Presentemente estamos com um défice de médicos nas
nossas unidades hospitalares, por força da não compensação da en-
trada de novos clínicos para substituir aqueles que entretanto se vão
aposentando, isto por falta de resposta das faculdades de medicina
que não colocam o número de candidatos necessários nesses locais.
Os próprios médicos começam a manifestar sobre o assunto a sua
preocupação. Para solucionar o problema, segundo a imprensa, o
governo em vez de flexibilizar o acesso dos candidatos aos cursos
de medicina no ensino público, prefere confiar essa tarefa aos priva-
dos. Ora como sabemos, por afirmações até dos próprios alunos das
faculdades privadas, a sua qualidade é duvidosa e não é por acaso
que o o Ministério da Educação tem vindo a não reconhecer alguns
cursos que são ministrados. Com tudo isto e mantendo-se o nível de
exigência para o curso de medicina no ensino público, arranja-se
esta saída para mínimizar a falta de médicos, confiando aos privados
tal tarefa. O que só pode motivar este desejo. Que a solução encon-
trada não se assemelhe à dos produtores de aves, não passando
portanto dos meras congeminações.
Publicado por rajodoas às 07:05 PM | Comentários (3)
novembro 18, 2003
O descalabro da gestão hospitalar
Pelos vistos face à notícia veiculada pela comunicação social o
Hospital de Dª. Estefânia, foi mal gerido pelo um conjunto de
pessoas que acabaram por lesar o Estado no montante de
novecentos mil contos. O que mais me surpreende é que esse
montante resulta da não cobrança atempada de serviços presta-
dos por esta unidade hospitalar a terceiros. Como e possível tal
ter acontecido se quando se tem um problema de saúde em que
se recorre ao hospital e em termos de utilização das urgências
liquida-se à cabeça a taxa moderadora e todos os exames que
sejam requisitados pelo médico que observa o doente são pos-
teriormente cobrados através da carta recebida no domicílio do
utente dessa unidade hospitalar, com um prazo para pagamento
relativamente curto? Possivelmente tratar-se-á de internamentos
hospitalares com o envolvimento de intervenções cirúrgicas, e
então aí é que não dá mesmo para compreender. Existindo como
se sabe mecânismos para cobrança coerciva de dívidas ao Estado
como é possível deixar que em cinco anos o mesmo hospital
tivesse consentido que a dívida atingisse um tal montante? E será
que este problema se circunscreve ao Dª. Estefânia, não haverá
por aí outros. Parece ficar demonstrado que efectivamente os clí-
nicos não têm vocação para gestores. E será que os gestores
terão? Continuamos a assistir ao aumento da bola de neve em
que se tem transformado o nosso SNS e pelos vistos não se vis-
lumbram soluções para inverter essa tendência. Não é portanto de
admirar que quando o próprio SNS está enfermo como é que pode-
mos acreditar que ele consiga proporcionar o tratamento dos seus
utentes.
Publicado por rajodoas às 07:34 PM | Comentários (2)
novembro 17, 2003
Americanite aguda
Já não bastava alguma classe política revelar sintomas de pade-
cimento de "americanite aguda", como terem aparecido outros
sectores da população a denotarem idênticos sintomas. É certo
que não estamos perante um surto epidémico que cause alar-
mismo, que leve à investigação para descoberta de vacina.
Sabe-se que não é transmissivel o que nos leva a não ter qual-
quer receio. Os sintomas nos afectados manifesta-se através
da defesa acérrima das políticas de guerra que os EUA vão im-
pondo por esse mundo fora, sempre com o argumento de que
são o garante da estabilidade democrática dos regimes instituí-
dos, o que lhes confere o direito quando os mesmos deixam de
respeitar os padrões que eles defendem, terem de ser derruba-
dos. Tudo isto com a obrigatória tolerância do resto do mundo
porque não há que esquecer que foram eles os salvadores do
jugo hitleriano, na segunda guerra mundial. Como se defacto
aqueles que não sendo anti-americanos, mas que não se dei-
xam afectar por esta "americanite", não soubessem as verda-
deiras razões que os levam a provocarem estas instabilidades
que não são nem mais nem menos a forma encontrada para o
escoamento dos equipamentos e material bélico que produzem
em larga escala, ou não fosse esta uma das industrias mais
fluorecente que eles possuem. Tudo o mais não possam de
meras congeminações.
Publicado por rajodoas às 07:52 PM | Comentários (0)
novembro 16, 2003
As sapientes medidas no cumprimento do pacto de estabilidade
Como é sabido a França e Alemanha marimbaram-se para o pacto
de estabilidade imposto pela CE e já se encontram ambos em
retoma económica, estando a registar indicadores de crescimento.
A titular da pasta, neste executivo, apressou-se a garantir que
Portugal iria cumprir a meta dos 3%, mas como já é de domínio
público tal não só não irá acontecer como se prevê a ultrapassagem
dessa meta. Claro que isto deve ter causado aos franceses e
alemães alguma hilaridade, pois lá devem ter provávelmente comen-
tado. Mas será que esta nossa colega saberá o que está a fazer? E
tinham toda a razão se o pensaram. Está aqui o resultado. A adopção
e implementação das medidas não sortiram qualquer resultado posi-
tivo para o País e a situação começa para os portugueses a revelar-
-se preocupante. Já são os próprios economistas do partido que co
meçam a por em causa os resultados das medidas adoptadas pela
titular da pasta. Como não se vislumbram sinais minimos da nossa
retoma quando a França e Alemanha estiver em condições económi-
cas para poder respeitar o pacto de estabilidade pode ser que entre-
tanto com outro governo consigamos também lá chegar.
Publicado por rajodoas às 11:45 AM | Comentários (1)
A culpa foi das botas
O desempenho a nossa selecção ontem desiludiu-me de tal forma
que só consegui assistir ao encontro até ao intervalo. Nem com a
superiodade numérica em campo conseguiram tirar partido. O que
mais me impressionou foram os sucessivos ataques, que não sor-
tiam resultados. Claro que está fora de questão a qualidade técnica
dos jogadores que integravam a equipa, pois eles nas respectivas
equipas em que jogam tem normalmente boas prestações. Desisti
por irritabilidade que me estava a causar, de assistir à 2ª. parte.
Mas ainda voltando à primeira parte do encontro os sucessivos
falhanços nos remates e passagens de bola, levam-me a concluir
que algo de errado se deve estar a passar com as botas que são
fornecidas aos jogadores pela selecção. E a confirmar-se esta
minha desconfiança, urge à Federação Portuguesa de Futebol na
pessoa do seu presidente tomar já as providências necessárias, ou
seja mandar imediatamente substituir as botas, por outras do tipo
ortopédico em que se garanta a afinação da pontaria dos jogadores
em atingir o alvo. Julgo que seria uma medida que não acarretaria
para a FPF, custos muito elevados e em contrapartida obteriamos
melhores resultados.
Publicado por rajodoas às 10:59 AM | Comentários (1)
novembro 15, 2003
Possível recandidatura
Li hoje no Público que o actual SG do PS, caso o seu camarada
Manuel M. Carrilho, avance no próximo congresso ordinário com
a sua candidatura a SG, que se recandidata ao lugar que hoje
ocupa. Embora reconheça não ter voto na matéria, não deixo de
louvar esta atitude bem como louvaria se para além do seu cama-
rada Carrilho o fizesse também se o seu camarada João Soares
também apresentasse a sua candidatura. É que qualquer dos dois
possíveis candidatos a secretário-geral do PS, se efectivamente
se confirmasse a sua eleição, não teriam a mínima hipótese de
trazer para o PS qualquer mais valia em termos eleitorais o que
significaria que aqueles simpatizantes que estão com a actual
direcção, diluiriam os seus votos por outros quadrantes politicos.
Publicado por rajodoas às 11:05 PM | Comentários (0)